Team marmita X team comer fora

por Leianne Correia

Crédito: encurtador.com.br/oIS58

Quando se fala em economizar dinheiro na alimentação, a primeira coisa que se faz é cortar as idas aos restaurantes ou pedidos de comida pronta. E o conselho é o mesmo: marmita. O Instituto Akatu, uma ONG que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente, fez até uma conta em prol da marmita. “Levar marmita para o trabalho todo dia economiza R$ 7 mil/ano. Colocada a economia mensal em uma poupança, acumulará R$ 198 mil em 18 anos”, conforme as contas da Akatu.

Se for botar na ponta do lápis, a conta pode bater direitinho. Desde que a pessoa que se dispor a levar a comida feita em casa também se planeje e organize para não sair no prejuízo. Caso o contrário, evita o gasto fora de casa, mas pode cair no pecado do desperdício. Só para se ter uma ideia, cada família brasileira joga na lata de lixo nada menos que 128,8 quilos de alimentos próprios para o consumo por ano, conforme pesquisa da Fundação Getulio Vargas. Isso acontece desde a compra até o preparo do alimento.

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Por isso, se for aderir às marmitas, que de fato, podem ser mais econômicas para o bolso, faça com planejamento. Monte o cardápio da semana, escolha os produtos da estação, mensure a quantidade que vai cozinhar por dia. Evite jogar as sobras fora. Seja criativo e reaproveite. Tem que assumir um compromisso com seu bolso. De que adianta sair comprando se não vai ter coragem de cozinhar ou ainda vai estragar as receitas. Comer fora é mais caro porque você paga pelo conforto de já ter a comida pronta sem se preocupar. Apenas comer e pagar.

Quando assume o compromisso de fazer corretamente as marmitas, as contas são atraentes. “Se você levar uma marmita nos cinco dias da semana de trabalho e se alimentar com comida feita em casa ao invés de comer em restaurantes, economizará R$ 6,2 mil por ano. Ao aplicar mensalmente a quantia economizada em uma poupança, ao final de 18 anos, terá acumulado mais de R$ 198 mil, suficiente para pagar uma boa faculdade para o seu filho!”, defende a Akatu.

Sem falar na questão da saúde. Você sabe exatamente o que está comento, podendo dosar as quantidades de sal, gordura, fazer opções saudáveis. É um ponto bastante positivo para sua saúde, desde que faça a própria comida, sem comprar as congeladas nas prateleiras de supermercado. Já na outra ponta, o desperdício de comida por parte das famílias tem impacto na produção, nas riquezas do país e no bolso da população. Isso provoca um prejuízo econômico estimado em US$ 940 bilhões por ano, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Uma sugestão é testar. Pode-se comer uma semana fora, mas lembrando de buscar restaurantes mais em conta. E numa outra semana levar marmita. Programar as compras, cardápio, evitar o desperdício e comprometer-se com seu bolso para fazer a comida, com variação no cardápio. Teste e veja qual o melhor modelo para seu bolso e sua rotina. Boa sorte!

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