Redução na renda rebate no calote de boletos

por Leianne Correia

Crédito: encurtador.com.br/nqwFQ

O achatamento salarial infelizmente é uma realidade cada vez mais presente no mercado de trabalho brasileiro. O que você faria se sua renda encolhesse? Pesquisa Perfil do Consumidor, realizada pela Boa Vista nos seis primeiros meses de 2019, mostra que 57% dos consumidores não pensam duas vezes em assegurar que, em primeiro lugar, vão deixar de pagar contas do tipo boletos e carnês. Também promete cortar despesas supérfluas.

A lista do calote anunciado segue em segundo lugar com o não pagamento de cartões de crédito (33%), seguido de empréstimos e cheques especiais (10%). Na justificativa na escolha das despesas que deixariam de ser pagas, 53% afirmaram que o motivo é o fato de poderem negociar a dívida posteriormente, e 47% por priorizarem outras contas.

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Tal comportamento mostra o quão o brasileiro não tem muita familiaridade com a educação financeira. Mesmo negociando eventuais dívidas, os juros, multas pesam no orçamento dificultando ainda mais o equilíbrio financeiro.

Por isso a importância de ter uma reserva emergencial. Mas o primeiro passo ao sinal de redução de renda é redução de despesa. E ainda tentar conseguir uma nova fonte de renda para suprir a queda financeira. É necessário ajustar o padrão de vida ao bolso.

Para quem vai adotar a estratégia do calote no boleto, umas informações importantes. O devedor pode sofrer algumas penalidades previstas em lei, como a inclusão do CPF do cliente inadimplente em cadastros de proteção ao consumidor. No caso de prestação de serviços, eles podem ser suspensos por conta do não pagamento, a exemplo da energia, água, serviços de comunicação.

Sem falar que o valor original sofre correções. A multa é limitada a 2% do valor do título, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A cobrança de juros é de 1% ao mês, cobrado proporcionalmente aos dias de atraso do pagamento.

Só para lembrar que a empresa que não recebeu o pagamento não pode constranger o cliente devedor na hora da cobrança. Para evitar mais dores de cabeça, caso tenha alguma redução na sua renda, estude seu orçamento antes de optar pela inadimplência. Podem existir outras alternativas. Boa sorte.

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