Por que será que os planos de saúde encolhem?

por Rosa Falcão

Aumento do desemprego e queda da renda das famílias provocaram a saída de mais de 3 milhões de usuários dos planos de saúde nos últimos três anos.

Os planos de saúde encolhem no país. O mês de julho registrou a saída de 126,3 mil usuários comparado a junho, segundo registros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em Pernambuco, 20.109 beneficiários deixaram o sistema privado de saúde no mesmo período. Hoje são 46,9 milhões de brasileiros e 1,3 milhão de pernambucanos com cobertura de convênios médicos.

Não é difícil compreender a evasão de mais de 3 milhões de usuários de planos de saúde em 3 anos. Quando o trabalhador perde o emprego, ele e os seus familiares (dependentes) são excluídos  dos seguros médicos. O motivo? As mensalidades ficam mais caras porque acaba o subsídio da empresa e a renda encolhe.

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O desempregado faz a opção pelas contas básicas: aluguel, alimentação, energia elétrica, transporte, escola dos filhos, entre outras. Segundo a ANS, em 12 meses 133,3 mil beneficiários abandonaram os convênios médicos. São potenciais usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que já está sobrecarregado.

Os gargalos da saúde pública estão na assistência primária à saúde. Exatamente onde a doença pode ser evitada com a prevenção. Resultado: mais doentes graves se amontoam nas grandes emergências do SUS. Por mais que se multipliquem os leitos a demanda será maior porque cresce o número de usuários.

Mas será que as operadoras querem perder clientes? Claro que não. Apostam no mercado empresarial e de órgãos de classe porque podem negociar os reajustes das mensalidades sem a interferência da ANS. A diferença entre os reajustes quase dobram entre um plano coletivo e um plano individual.

Hoje o sistema privado de saúde é engessado.  A segmentação dos produtos inexiste, o que poderia reduzir os preços dos convênios. O usuário tem que comprar o combo completo. Por exemplo: plano assistencial à saúde com obstetrícia e odontológico.

Chegamos a uma situação insustentável que merece a reflexão de toda a sociedade. Tem gente que atrasa as contas, fica endividado para pagar o convênio médico, com medo de morrer na fila do SUS.

Vale lembrar que o SUS não é de graça. Pagamos altos impostos aos governos para termos os serviços básicos de saúde assegurados. Por isso os usuários de plano de saúde e SUS devem se unir para brigar juntos e garantir assistência para todos. Pense nisso. Acesse .

 

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