Entregador de aplicativos é nova alternativa de emprego e renda

por Rosa Falcão

Os ciclistas entregadores de aplicativos ocupam às ruas da cidade, em busca de uma ocupação que garanta fonte de renda.

Eles somam 5,5 milhões de trabalhadores no país. São os entregadores de aplicativos (motoboys e ciclistas). Entregam desde refeições, documentos, roupas, e outros tipos de encomendas. Com a chegada dos aplicativos ao mercado (Rappi, Glovo, Uber Eats, iFood, Loggi, 99 Motos) surge uma nova possibilidade de renda, que poderá chegar à R$ 2 mil por mês, dependendo da jornada.

Informalidade em alta – O número de entregadores aumenta acompanhando o crescimento da atividade informal. São trabalhadores que não têm vínculo com a empresa, e ficam sem proteção social. Alguns entregadores chegam a percorrer até 30 quilômetros por dia, enfrentando jornada exaustiva de 12 horas para levar uma grana para casa.

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Ciclistas entregadores – A adesão aos aplicativos de entrega é uma realidade dos grandes centros urbanos. Além de motoboys, hoje os ciclistas entregadores  são a bola da vez.  Eles se espremem como podem entre os carros. Muitos estão desempregados e fazem bicos. Outros pedalam para ter uma renda extra.

Homem é maioria – Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela que os 5,5 milhões de entregadores de aplicativos representam 23,13% do total  de 23,7 milhões de trabalhadores autônomos no país, segundo os dados do IBGE. A grande maioria (97,4%) é homem e possui o ensino médio completo ( 73%). Só 11,7% tem curso superior ou pós-graduação.

Online e offline – A profissão não é regulamentada. Para iniciar a jornada, basta se cadastrar e baixar os aplicativos no smartphone. As chamadas online são distribuídas de acordo com a proximidade do entregador. Ao mesmo tempo eles têm a autonomia para definir as jornadas. Como as corridas são de baixo valor, quanto mais tempo nas ruas mais dinheiro no bolso.

Precarização da mão de obra – A desvantagem é a precarização da atividade. A maioria dos entregadores não contribui para a previdência social. Se adoecerem ou sofrerem um acidente não contam com a cobertura assistencial e previdenciária. Além disso, ficam sem ganhar dinheiro porque só recebem quando estão online para as entregas. É uma alternativa, enquanto o emprego com carteira não aparece.

 

 

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