Você compra com razão ou com emoção?

por Rosa Falcão

Richard H. Thaler conquistou o prêmio Nobel de Economia deste ano por se dedicar ao estudo das decisões individuais de consumo. Comprovou que o ato de consumir é mais emocional do que racional. Afinal, quem nunca se postou em frente à vitrine de uma loja ou diante da tela do computador e fez uma compra por impulso? Se a resposta é sim, saiba que você não está só. Mesmo com o  aperto financeiro, a tentação do consumo imediato ronda o imaginário das pessoas. Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que quatro de cada dez brasileiros compram por impulso.

As armadilhas do consumo
Os itens que mais seduzem o consumidor são: roupas, calçados, acessórios, perfumes, cosméticos e smartphones. As idas aos bares e restaurantes também aparecem na lista desse público. No mundo do consumo imediato, as compras virtuais respondem por 28% dessas operações. É mesmo difícil resistir à tentação de comprar com apenas um clique. Outra armadilha está no supermercado, que aparece com 19% das compras por impulso. Enquanto as lojas de departamento atraem 17% dos compradores impulsivos.

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A tentação do dinheiro de plástico
Saiba que a falta de dinheiro não é obstáculo. Para o consumidor impulsivo basta sacar o cartão de crédito, fazer um crediário ou usar o cheque pré-datado.Vale lembrar que o dinheiro de plástico é o crédito mais caro, além de ser uma das principais causas do endividamento das famílias brasileiras. O perigo mora nas pequenas compras parceladas porque, ao somá-las, pode levar ao descontrole financeiro. Mesmo que o pagamento seja feito com dinheiro, pense que o desembolso pode fazer falta, além de boicotar à sua poupança.

Crédito fácil estimula às compras
José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil, identifica dois fatores que podem estimular a compra por impulso. O primeiro deles é a hiperinflação vivida nos anos 1990 que ainda ronda a cabeça dos brasileiros. A sensação de comprar para acumular e se livrar da alta de preços. Por outro lado, as pessoas se acostumaram ao crédito fácil ofertado nos últimos anos. Segundo o economista, trata-se de duas gerações que viveram momentos distintos da economia brasileira nas últimas décadas e absorveram diferentes comportamentos de consumo.

É possível resistir ao impulso
O que fazer para evitar a compra por impulso? Uma dica do especialista do SPC Brasil: ter objetivos claros na vida pessoal e profissional. Por exemplo: a compra da casa própria é algo que deve ter prioridade diante da tentação de outros bens de consumo imediato. Procure valorizar o dinheiro fruto do trabalho e acalente o hábito de poupar. Vignoli lembra que “dinheiro que vem fácil, vai fácil”.

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