Vida financeira x vida amorosa

por Leianne Correia

Muita gente apela ao casamenteiro Santo Antônio para mudar seu status de relacionamento. Neste 13 de junho, então, haja promessa. É melhor dar uma olhada primeiro na sua vida financeira antes da sua vida amorosa. Há quem alerte que os solteiros gastem mais que os casados. Existe também a parcela que garante que os gastos maiores e substanciosos são para quem juntou as escovas de dentes.

Nesta berlinda, para onde mais pendem os gastos? Para quem está na pista ou para quem é casal? Os solteiros tendem a gastar com moradia, alimentação sozinhos. Isso, quando já não mais estão sob o mesmo teto que os pais. Porque aí é outra história. Nestes casos, os custos mensais são divididos e/ou até bancadas integralmente pelos pais.

Mas uma coisa não se pode contestar. O lazer dos solteiros, leia-se baladas, viagens, restaurantes, é mais alto que o do casal. Diversão pode levar uma boa fatia dos seus ganhos. Levantamento da Bridge Research aponta que 38% dos solteiros alegam estar dispostos a pagar mais caro por produtos de marca. Isso justifica o fato deles comprarem itens mais luxuosos, desde artigos de vestuário, até carros importados. Pelo menos em lazer, solteiros chegam a gastar até 50% a mais do que quem está namorando, com base em dados da Fundação Getúlio Vargas.

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Na outra ponta da berlinda, os que optaram pela vida a dois. As despesas são divididas por dois, como os custos do aluguel ou financiamento do imóvel, condomínio, energia, alimentação, comunicação. Outra vantagem é que um parceiro pode socorrer o outro em caso de necessidade.

Com a vida social mais sossegada que a dos solteiros, os casados priorizam os gastos em outros departamentos. Quando se tem filhos, então, educação das crianças pesa mais do que aquela saidinha no fim de semana.

Mas nem tudo são flores no orçamento de um casal. É o que mostra a pesquisa sobre o perfil do inadimplente, realizada pela SCP Boa Vista. O levantamento aponta que 57% das pessoas com pendências financeiras estão no time das casadas ou estão em união estável. Já no time dos solteiros, este percentual cai para 32%. Do total dos devedores casados, 20% disseram que os gastos com aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos causaram a inadimplência.

Claro que cada estado civil tem seu perfil financeiro e não precisa necessariamente seguir os mesmos padrões. Solteiros não podem ser vistos apenas como gastadores. Há quem se programe e tenha uma vida financeira equilibrada. Ou muito menos todo casal tem as contas equilibradas. O casamento também não deve ser visto como uma possibilidade de estabilidade financeira. Isso é pessoal e intransferível. Então, se está pensando em azucrinar o juízo de Santo Antônio só para ter uma boa vida financeira, faça isso não. Neste caso, apele para Santa Edwirges, que é a padroeira dos endividados. E mais amor, por favor.

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