Uma inflação para cada tipo de bolso

por Leianne Correia


O dragão é uma figura emblemática quando contextualizada no cenário econômico. Ele assume o papel da assustadora inflação, que nada mais é do que a variação dos preços de produtos ofertados no mercado. Os noticiários alardeiam que tal índice está mais sob controle. Mas o consumidor não vem sentindo esta realidade no bolso e os preços persistem em subir e pesar no orçamento do brasileiro.

Há quem diga que os índices estão maquiados e não traduzem a realidade inflacionária do país. Deixando os achismos de lado, o post é para explicar que existem diversos índices que medem as mais variadas inflações no país.

Desde os que medem preços no varejo de itens consumidos, passando pela variação de preços na construção civil como, por exemplo, mão de obra, materiais de construção e serviços, até os que acompanham as mudanças de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços finais no consumo. Tem até um específico que segue os gastos de quem está na terceira idade.

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Claro que há recortes desde faixas de renda, de um a quatro, 10, 40 salários mínimos, locais de apuração na variação dos preços e produtos específicos. Também há diferença no método de apuração dos índices, que vão desde os dias que são apurados, os produtos que são acompanhados, o peso deles na composição geral e a faixa de população estudada. O governo federal adota o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, como a inflação oficial do país.

É o IPCA quem determina se o país cumpriu ou não a meta inflacionária determinada pelo governo para o ano. Ele apura o aumento de preços no varejo para famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos. E os dados utilizados são referentes a sete capitais.

Entre os principais índices no país podemos destacar o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que é comumente aplicado para correção de contratos a longo prazo, como aluguéis, e acompanha a variação de preços através de uma média ponderada de três índices: INCC (10%), IPA (60%) e IPC (30%).

Outro é o INCC (Índice Nacional de Preços da Construção Civil), que mede a variação de preços na construção civil. Esse interessa bastante para quem quer comprar ou vender imóvel, já que ele pode dar uma noção do aquecimento ou não do mercado da construção civil.

Ainda tem o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo). Ele avalia a variação de preços de produtos industriais e agrícolas dos atacadistas ao varejo. E o IPC (Índice de Preço ao Consumidor), que avalia o aumento de preços no varejo para famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos. Mas seus dados são referentes a sete capitais brasileiras.

Por isso, pode ser que a inflação esteja sob controle, apesar dos preços não demonstrarem. A gente só tem que saber a qual índice o governo se refere, porque com esta sopa de letrinhas que compõe os medidores inflacionários do país, vai que algum está mais contido mesmo. Só tem que descobrir qual.

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