Garanta seu alô seguro sem gastar muito

por Leianne Correia

O smartphone vem despontando entre os queridinhos dos ladrões no Recife. Apenas nos dois primeiros meses do ano, 3.709 foram furtados, segundo a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. Isso, contabilizando apenas os que foram registrados. Diante desta realidade, os consumidores estão correndo para proteger seus aparelhos. Conforme dados da Fenacor, que representa as empresas corretoras de seguros no país, já são 4 milhões de celulares com apólices de seguro.

Hoje, de acordo com balanço da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com um universo de 251,1 milhões de celulares cadastrados. Mas o que chama a atenção é o número de aparelhos roubados no Brasil. Segundo o Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi), do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil), foram 7,2 milhões de celulares roubados num único mês, em todo o território nacional.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) elaborou um balanço em que foi constatado o crescimento aproximado de 25% do número de seguros feitos para celular e smartphone entre os anos de 2015 e 2016. Enquanto que no primeiro ano o número era de 1.964.406 aparelhos, no segundo o registro foi de 2.558.713.

Valores
Os preços das apólices variam de seguradora para seguradora, mas ficam em média entre 10% e 15% do valor do aparelho descrito na nota fiscal. Na internet, existem vários sites que disponibilizam simuladores para que seja feita a cotação.

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Os corretores de seguro para celulares e smartphones explicam que o consumidor precisa ficar atento a algumas questões. É importante observar quais as coberturas contratadas para não ter surpresas desagradáveis. Por exemplo, as seguradoras oferecem cobertura para roubo ou furto qualificado, excluindo o furto simples. Isso tem que ficar claro para o consumidor para que ele não se sinta enganado quando perder o celular para o ladrão.

No ato da aquisição do seguro, é necessário apresentar ao corretor ou vendedor da loja dados como nome, CPF, CEP, marca/modelo e valor do dispositivo para ser feita a cotação com as seguradoras que oferecem os melhores produtos. Escolhido o tipo, o corretor transmite a proposta para a seguradora, a forma de pagamento e já está cadastrado.

Bloqueio
Desde março, a Anatel disponibilizou uma forma prática para que os consumidores que tiveram os celulares roubados consigam pedir o bloqueio do aparelho ligando diretamente para as operadoras informando apenas o número da linha.O intuito da agência é tirar a atratividade do roubo e diminuir os índices altos registrados em todo o país. Antes, era necessário o IMEI, sigla em inglês de International Mobile Equipment Identity, composta por uma sequência de 15 algarismos e que podem ser consultados digitando no aparelho *#06#.

No caso de roubos de cargas, a empresa pode solicitar o bloqueio do aparelho em delegacias, mas precisa informar o IMEI, já que ainda não foi gerado um número para os celulares. Para as pessoas que costumam comprar telefones móveis de segunda mão, a Anatel recomenda que se faça a consulta através da internet para saber se existe alguma restrição.

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