O que pode e o que não pode nas redes sociais

por Leianne Correia

Marcos Santos/USP Imagens Tecnologia da informação

Somos mais de 90 milhões de brasileiros usuários de redes sociais. O maior país na América Latina a ter perfis em páginas como Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn. Pesquisa da agência eMarketer, divulgada em junho deste ano, assegura que seremos 93,2 milhões de perfis de brasileiros em redes sociais até o final deste ano. Já a edição brasileira da pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar contabilizou que 83% dos empregadores da publicação usam as redes sociais para contratar funcionários. Mas você sabe usar estas tais redes? Não estou falando sobre como postar, compartilhar ou curtir qualquer conteúdo. E sim como se comportar neste ambiente virtual.

Um comentário ou foto podem ser desde um completo desastre na sua vida até um tremendo sucesso. Principalmente na área profissional. Com o mundo conectado, as empresas e potenciais clientes estão de olho no que se posta, compartilha e repercute nas redes. Volta e meia aparece alguém que perdeu o emprego ou a oportunidade de um por conta de um comentário ou foto. Algo que descredencia ou descredibiliza o usuário junto à empresa ou clientes.

Como as redes sociais viraram um tribunal onde os usuários são julgados e condenados sem chance de defesa, o melhor é pensar e analisar como o que você posta pode repercutir na sua vida profissional. Nesta hora, o bom senso sempre é o melhor conselheiro. Para ajudar, o Econômicas listou o que é recomendado ou não divulgar nos seus perfis.

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O que deve ser evitado
É de bom tom evitar expor a própria intimidade ou de outras pessoas. Postagens de fotos sensuais ou de conotação sexual, comentários pejorativos, detalhes da rotina, etc.

Fazer parte de de grupos ou curtir páginas preconceituosos ou racistas não causa boa impressão. E ficar atento se as comunidades que você participa não mudaram de nome para não ser surpreendido negativamente.

Pode até parecer engraçado, mas pode não passar uma boa impressão o candidato que participa de grupos do tipo “odeio segundas-feiras” “odeio acordar cedo”. Pode dar a impressão que o rendimento do futuro empregado não será produtivo em determinados dias e horários.

Falar mal do emprego anterior (mesmo tendo razão) está fora de questão para quem está no mercado. A próxima contratante pode se colocar no lugar da anterior e achar que sofrerá as mesmas acusações em caso de demissão.

Cuidado com o português. Uma postagem simples, carregada de erro de gramática e ortografia, pode detonar com as chances de uma vaga.

Radicalismos também não são bem-vindos. Principalmente nas questões política e religiosa. Ainda mais se a posição da empresa onde buscar vaga for diferente.

O que deve ser feito
O principal é manter sua personalidade. Você pode e precisa se posicionar nas redes. De forma tranquila, sem exageros.

Aproveite os seus perfis para demonstrar suas capacidades profissionais. Ninguém melhor do que você para se “vender” bem.

É importante mostrar versatilidade, destacando interesses variados.

Use e abuse do bom português. Domínio da língua portuguesa (mesmo sendo o mínimo esperado) sempre conta positivamente.

Compartilhe conteúdos interessantes. Assuntos curiosos, mas sempre de fontes confiáveis. Evite informações não confirmadas ou sensacionalistas.

Seja simpático com todos, responda perguntas e compartilhe documentos.

É sempre importante dar os créditos quando for postar algo que não for seu. É uma atitude, no mínimo, ética.

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