O desafio de empreender e se diferenciar no mercado

por Cláudia Santos

Crédito: Rodrigo Moreira

Gilvania dos Santos mexe com cabelos desde os 14 anos, quando começou a trabalhar como cabeleireira em Camocim do São Félix, interior de Pernambuco. Era isso que queria fazer na vida. Veio para o Recife, trabalhou em alguns salões e recebeu incentivos para fazer cursos na área. Não demorou a cultivar o sonho de ter seu próprio espaço. Em 2001, abriu seu primeiro salão de beleza, na Madalena, com uma sócia. A experiência durou dois anos.
De volta ao mercado de trabalho, ela continuou com a certeza de que teria novamente seu próprio negócio, mas precisava investir na sua formação. Com os incentivos que recebeu foi atrás de especializações para se aperfeiçoar. Na época, Gilvânia não sabia, mas a hoje, aos 39 anos, a personal hair Gil Santos olha para trás e define exatamente o que procurava desde que começou ainda adolescente: excelência no atendimento.

Atendimento diferenciado
E é assim que Gil trabalha com suas clientes hoje em um studio no bairro das Graças. Atende pessoalmente cada cliente, em horário reservado. “Nosso diferencial é a exclusividade. O cliente quando vem ao salão não é só para dar luzes. Procura atender diversas necessidades, mudar a imagem”, explica Gil, que atende em média 6 pessoas por dia com serviços básicos e a ajuda de uma auxiliar. Em dias de trabalhos mais elaborados esse número pode cair à metade.

Layout
Além da excelência no atendimento Gil investiu também na aparência do studio. Em 2012 começaram as mudanças para chegar ao modelo atual. Trocou o nome da marca e o conceito de salão Toque de Beleza para Studio Gil Santos. “Studio tem uma pegada mais intimista, personalizada. O cliente compreende que vai ser atendido pelo dono do negócio”, explica. Junto com a nova logamarca vieram as mudanças físicas, com a otimização do espaço e novo layout.

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Investimento
Até chegar aí, o caminho foi longo. Para começar a montar o primeiro salão, contou apenas com recursos próprios. Ainda informal, comprava tudo no cartão de crédito. Não tinha como enfrentar a burocracia do financiamento. Mas conseguiu montar um capital de giro para fazer o negócio andar. Contou com conhecimento da atividade e um pouco de sorte para não meter os pés pelas mãos. Foi atrás de capacitação. Participou de oficinas e abriu mais os horizontes quando participou do Projeto Beleza.
Para ela, o projeto foi um divisor de águas. Trocou experiências com gente do ramo. Ampliou sua visão do mercado e do seu negócio em capacitações voltadas a empreendedores. Das capacitações surgiram parcerias, que ela cultiva com muito carinho. “Ninguém cresce sozinho”, diz Gil quando fala dos parceiros que fez ao longo de sua trajetória. Uma delas rendeu o design da marca de presente.

Modelo de negócio
Olhando para trás diz que se fosse começar hoje, investiria em conhecimento em gestão de negócios e buscaria financiamento em bancos de fomento. “Se tivesse na época o conhecimento que adquirir teria chegado mais rápido no nível de visibilidade que almejo”, afirma. E essa continua sendo uma preocupação para o futuro. “Quero crescer ganhando visibilidade e mantendo a credibilidadee deixando a clientela satisfeita. Entender suas necessidades e resolver seus problemas”.

Empreender
Para quem pretende se arriscar no disputado mercado da beleza, Gil deixa um recado: “Foco e comprometimento são fundamentais”. E, claro, conhecimento e parcerias. Gil Santos conta que transformações mais importantes aconteceram quando começou a enxergar o salão como um modelo de negócio. Teve ajuda de especialistas, é verdade.
O lauyout atual do Gil Studio conquistou em um programa do Sebrae, o Sebraetec. Era o que precisava depois de passar por três reformas no salão. Agora, o espaço está como funcional e confortável como queria.

Inovação
O Sebraetec – Programa de Apoio à Inovação e Tecnologia – desenvolve soluções a partir da análise do negócio. Também faz a ponte entre o empresário e os provedores. O empreendedor entra com 30% dos custos, que podem ser parcelados e o Sebraetec com os outros 70%. Valdenice Ferreira, coordenadora do Sebraetec, explica que o programa é aberto a qualquer empresário formalmente legalizado. Ela explica que uma equipe acompanha o desenvolvimento e avaliação do projeto, que leva em média três meses para ficar pronto.
A inovação vai desde o design do produto, layout à gestão do negócio e aumento da produtividade. No ano passado, as áreas que tiveram mais demanda foram as de serviços digitais – e-commerce, mídias sociais, design e comunicação.
Veja mais sobre o programa aqui

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