O ano de 2017 já vai tarde… Que venha 2018!

por Cláudia Santos

https://goo.gl/CGFW8A

O ano de 2017 já se foi tarde para muita gente.  Tivemos um ano difícil, com um exército de 12,7 milhões de desempregados, quase 60% de famílias inadimplentes, pequenos negócios em dificuldades, lojas fechando, rendimentos em queda… Ufa!! Mas houve também reações. Muita gente que perdeu o emprego se arriscou como empreendedor. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até outubro o país contava com 23 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, um crescimento de 5,6% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. A indústria começou a se recuperar lentamente, a inflação cedeu e as famílias voltaram a consumir. Mas não deu ainda para acelerar o passo na economia. O ritmo de retomada ainda é lento.

A (má) política contaminou a economia. O governo passou meses praticamente parado à espera de definições no Congresso, refletindo no mercado e na vida financeira dos brasileiros. Conseguiu aprovar, com alterações, aplausos de empresários e desaprovação dos trabalhadores, a reforma trabalhista. A da previdência foi empurrada para depois do carnaval do próximo ano, quando tudo parece começar a andar nesse país. Diante desse cenário, o que esperar de 2018?

País deve voltar a crescer
Economistas e analistas, empresários e até mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU), traçam um cenário favorável para o crescimento do país no próximo ano. Mas nada grandioso. O governo crava em 3%, mas as apostas começam em 2%. A indústria, que começou a se recuperar ostenta certo otimismo. Acredita na recuperação do setor e particularmente da construção civil, que amargou 5% de queda em 2017. Para a maioria, o setor de serviços tem espaço para se recuperar, mas não teremos boas notícias na agropecuária. O varejo também anda mais confiante. Já registra um pouco de crescimento nas vendas do Natal e menos empresas fechando as portas. O que deve puxar o melhor resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país é mesmo o consumo das famílias, que estarão dispostas a tirar o dinheiro do bolso, por conta da inflação menor e a melhora esperada para o rendimento. Mas o ideal para um crescimento mais consistente é que esse aumento fosse puxado pelos investimentos feitos pelas empresas, que gera mais emprego e renda.

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Juros e inflação em baixa
A tendência é que a taxa de juros básicas, a Selic, definida pelo Banco Central, e que serve de referência para empréstimos, fique nos 7%. Vai diminuir o custo dos financiamentos, mas nada de sair se endividando. Os juros ainda continuam muito elevados para o consumidor e a queda não deve ser tão acentuada assim. A inadimplência ainda ronda os orçamentos das famílias. Para quem pretende viajar ao exterior, ou gosta de investir no câmbio, a previsão é de que o dólar fique entre R$ 3 e R$ 3,20. A alta dos preços deu uma trégua ao consumidor neste ano. Para o próximo a previsão é que a inflação, medida pelo IPCA, feche o ano em 3,06%.

Esperança no mercado de trabalho
O ano se vai deixando 12,2% da população economicamente ativa fora do mercado de trabalho, um pouco melhor que em 2016, quando a taxa de desocupação era de 13,7%. Os mais jovens, entre 18 e 24 anos, pagaram a maior parte dessa conta, com alta de 3,1% no último trimestre pesquisado. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), apenas 23% dos jovens que estavam parados conseguiram emprego. A boa notícia é que devem ser abertas 572 mil vagas de empregos no próximo ano, quase metade disso na área industrial, segundo previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Eleições influenciam
As previsões para 2018 não são suficientes para uma grande festa, mas é um recomeço da retomada da economia. Ainda existe um fato que pode ser um grande complicador. Haverá eleições para presidente no próximo ano. E ainda não dá para prever como isso vai mexer com o mercado e com a vida de todo mundo, de acordo com o perfil dos candidatos. Qualquer que seja o cenário no país, você é responsável por gerenciar suas finanças da melhor maneira possível. Aproveite para ficar bem com seu bolso!

Que venha 2018!

Feliz ano novo!!!!

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