Limite do cartão de crédito vai ficar menor

por Cláudia Santos

Cartão de crédito é usado pela maioria  para pagamentos imprevistos ou parcelar compras, mas 33% não sabem quanto gastam, segundo estudo do SPC/CNDL. Crédito:http://bit.ly/2Qk8jpp

O limite do cartão de crédito pode ser reduzido sem aviso prévio. Os bancos estão tentando se prevenir de calotes, cortando o limite quando avaliarem que o cliente do cartão se transformou em um mau pagador. Antes, o banco era obrigado a informar sobre o novo limite do cartão com 30 dias de antecedência. A regra foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 29 de outubro.

O corte imeditado pode parecer inicialmente ruim para o titular do cartão de crédito. O problema é a falta de preparo para contar com um limite menor. Mas o efeito pode ser exatamente o inverso. A redução no limite já é um sinal vermelho de que suas  contas  estão desorganizadas. Também pode apontar para um quadro de superendividamento. Fique ligado!

O limite no cartão de crédito faz crescer o olho de quem é consumista. De quem não tem noção de orçamento, ou usa o cartão como complemento do salário. E aí mora o perigo. As taxas de juros cobradas no cartão de crédito ficam acima de 200% ao ano. Pesam e muito no bolso de quem compra ou faz saques sem fazer umas contas. Principalmente, se você não consegue pagá-las no vencimento.

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Antes de pagar no cartão de crédito veja o que cabe no seu bolso. Esse deve ser o seu limite do seu cartão de crédito. Isso inclui a compra atual e as demais parcelas que já estão previstas em faturas a vencer. Seja por conta de parcelamento, ou mesmo aquisições anteriores no rotativo. Na hora de comprar, pode parecer pequeno um valor de R$ 19,90 em algumas parcelas. Mas quantas parecidas como essa já fazem parte do seu extrato? É bom somar para não ser pego de surpresa.

Além do limite do cartão de crédito, também houve mudança no pagamento mínimo da fatura. Agora, só é permitido fazer o pagamento mínimo em uma fatura. No mês seguinte, o usuário tem duas opções: pagar integral ou parcelar todo o valor. Nos dois casos, vai arcar com os juros de empurrar a dívida. Se pagar integral, se livra de vez dos juros. No parcelamento estarão incluidos mais juros.

Os juros cobrados pelos bancos variam de acordo com o comportamento do consumidor.  O cliente regular, que pagou o mínimo de 15% da fatura, arca com uma taxa de juros de 259,9% ao ano. Nesse caso, o banco pode oferecer condições mais vantajosas para que ele quite a dívida de uma vez na fatura seguinte ou faça um parcelamento. Se parcelar no cartão, os juros ficam em 164,5% ao ano. Quem não faz nem o pagamento mínimo terá que pagar juros de 278,7% ao ano. Em todo caso, a conta é salgada.

O melhor é não arriscar. O pagamento de juros ou o parcelamento da dívida podem comprometer o orçamento. Por isso, o ideal é pagar a fatura na data de vencimento, sem arcar com juros. Se estiver difícil, tente trocar a dívida. Lançar mão do crédito consignado ou de um crédito direto no banco e quitar a fatura do cartão podem sair mais em conta. E pense bem antes de se endividar de novo.

O ideal é não cair nas armadilhas do cartão de crédito. Compre à vista sempre que puder. Você pode conseguir descontos. Por menor que seja, é sempre uma forma de economizar. Se o seu desejo de consumo não dá para comprar dentro do salário do mês, faça um planejamento.  Reserve um valor mensal para a aquisição. Coloque na poupança se for em poucos meses e negocie um desconto na hora de pagar.

No canal Cidadania Financeira do Banco Central você pode obter mais informações. São dicas sobre uso do crédito e juros. Confira aqui

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