Haja bolso para bancar a carga tributária

por Leianne Correia

Parabéns para você que a partir desta semana começa a receber seu salário completo, sem ter que “contribuir” com os cofres públicos. Até sábado, dia 2, o que você recebeu foi só para pagar ao governo os impostos, taxas e contribuições cobradas a você, contribuinte.

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a carga tributária – exatamente os impostos, taxas e contribuições que são cobradas pelo governo sobre salários, bens, produtos, serviços –, neste ano, consumiu cinco meses e dois dias do bolso do trabalhador.

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E sabem quem teve a maior carga para carregar? Quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. Foram necessários 163 dias para pagar sua parte ao governo. Somos o oitavo país do mundo no ranking de carga tributária. Ficamos atrás da Dinamarca, França, Suécia, Itália, Finlândia, Áustria e Noruega. Todos eles disparados em qualidade de vida à população. Bem diferente de nossa realidade.

Que imposto precisa ser pago, até para alimentar a máquina pública, isso é aceitável. O problema é a falta de retorno com o dinheiro destinado para isso. Porque você paga, o governo recebe e não retorna em benefícios para a população. Não de forma satisfatória para todos.

Para se ter uma ideia, hoje se trabalha mais do dobro do que se trabalhava na década de 70, para pagar a tributação. Naquela época, o trabalhador precisava de dois meses e 16 dias do seu salário para pagar sua conta no bolo da carga tributária.

Em 2003, por exemplo, do seu rendimento bruto, o contribuinte brasileiro teve que destinar em média 36,98% para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Neste ano, o percentual pulou para 41,80%.

E para fechar com chave de ouro, dos cinco meses e dois dias do salário da classe trabalhadora para arcar com a dita carga tributária, 29 dias são só para pagar os rombos causados pela corrupção no país. Isso mesmo que você leu. Alguém rouba do dinheiro do país, que no fundo é seu, e você é que tem que trabalhar para cobrir o rombo. E a conta é sempre rateada com o trabalhador. Lamentável.

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