Financiamento estudantil para encarar a faculdade

por Cláudia Santos

https://goo.gl/nLFYcu

Quem tentou e não conseguiu ser aprovado no Fies não deve se desesperar. A primeira coisa a fazer é checar se a instituição na qual pretende estudar ou já se matriculou dispõe de bolsa de estudo ou financiamento estudantil. Desde que começaram as restrições no Fies, algumas universidades privadas passaram a oferecer financiamento em parceria com bancos para evitar a fuga em massa de alunos. De fato, muita gente desistiu do curso superior por falta de condições de pagamento.

Como em todo empréstimo, é preciso ter cuidado e atenção na hora de aderir ao financiamento estudantil e realizar o sonho de se graduar na profissão escolhida. Confira as dicas antes de contratar um financiamento estudantil:

Pesquisa para começar
A boa e velha pesquisa funciona na hora de escolher a instituição que vai financiar sua faculdade. Mais uma vez, a internet pode ser uma grande aliada. Universidades e instituições como Estácio , Mauricio de Nassau , Pravaler e Educred  e bancos como o Bradesco

disponibilizam as informações em seus sites.

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Simulação enche os olhos
Antes de contratar um empréstimo, o candidato pode fazer uma simulação de quanto vai pagar pelo valor liberado. Fiz um teste para saber quanto iria pagar. Para o curso que simulei, o semestre poderia ser pago na instituição de ensino em 6 parcelas de 923,31. O empréstimo alongava esse pagamento para 12 parcelas de R$ 461,65. No final a diferença entre pagar a mensalidade e o empréstimo era mínima, cerca de R$ 5,5 mil nas duas situações. Só que, no segundo caso existiria um saldo remanescente (a correção) a ser cobrada no final do contrato. Portanto, pense bem antes de dar um click e aceitar o empréstimo.

Atenção ao custo
Algumas entidades de crédito universitário prometem juros zero aos ansiosos estudantes. No Fies só há juros zero para estudantes com renda familiar de até 3 salários mínimos. Acima disso e até o teto do programa, o valor é corrigido por uma fórmula que inclui taxa de juros e inflação. Os juros podem ser zero, mas existem outras formas de correção. Um índice de inflação, o IPCA por exemplo é utilizado em alguns contratos para corrigir o financiamento. Também pode haver cobrança de taxa de administração.

Cobertura parcial
É bom verificar quanto da mensalidade é pago pelo empréstimo. Em muitos casos, o estudante precisa arcar com o pagamento de 30% a 50% do valor todo mês e o restante é financiado. Há ainda uma lista dos cursos que podem entrar no financiamento. Veja se o seu se encontra entre os com crédito disponível. Fique atento também ao prazo de carência. É o período após o qual começa a ser cobrado o empréstimo. No caso do Fies, o estudante só vai se preocupar 18 meses quando termina o curso. Em bancos e instituições financeiras o período pode variar, começando com até 30 dias após o término.

Leia bem o contrato
Se conseguiu o financiamento, leia o contrato com bastante atenção para ver quais as condições de pagamento, carência, renovação ou suspensão do contrato, correção monetária, juros… Você precisa saber exatamente onde está se metendo ao apostar na sua formação. O estudante que desiste do financiamento e do curso pode ter que antecipar ou pagar de uma vez o saldo remanescente. Aí a dívida vira um grande problema.

Planejamento é fundamental
Bom, se você optou por um financiamento estudantil por falta de condições financeiras para pagar o curso universitário, isso não o isenta de se planejar para os pagamentos futuros. Dinheiro de estágios, empregos temporários ou mesmo do seu trabalho formal remunerado devem ser usados em pate para garantir a quitação da dívida no futuro. Guarde um pouco a cada vez para não passar apertos. Nem sempre o curso dos sonhos é passaporte para um emprego que dê condições de resolver seus problemas financeiros.

Orçamento ajuda a se organizar
Faça um orçamento (veja as dicas aqui) para ver quanto pode guardar, mantenha sua meta de reserva financeira e assegure que não ficará tão apertado quando precisar quitar o financiamento. Uma das razões para a restrição do crédito no Fies foi o alto índice de inadimplência, de mais de 40%. Acabou sobrando para quem estava entrando. Teve gente que estudou e não pagou (ou não pode) e acabou sobrando para os demais. A situação econômica do país, principalmente o desemprego, também deu sua contribuição.

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