A falta que a matemática faz na vida do brasileiro

por Rosa Falcão

Quase 50% dos brasileiros que têm conta em banco entram no limite do cheque especial todos os meses. A maioria não sabe quanto paga de juros e usa o dinheiro extra para consumir. A taxação chegou a 311,9% ao ano em maio. O crédito é o mais caro que existe no mercado. Mesmo assim, o brasileiro não pensa duas vezes e fica pendurado. Usa o limite do cheque para consumir, quando só deveria ser acionado nas emergências. Este comportamento é sinal de que o brasileiro precisa fazer as pazes com a matemática.

 

Cartão de crédito
O cheque especial não é o vilão sozinho. O cartão de crédito é a segunda fonte de crédito mais usada pelos brasileiros. A taxa de juros do rotativo chegou a 243%. Quem se importa? Um terço (33%) dos usuários do dinheiro de plástico não sabem ao certo o quanto pagaram na fatura do último mês e 21% caíram no rotativo em maio. Significa ficar rolando a dívida e pagar juros. O mais grave é que essa modalidade de crédito é usada como extensão da renda. Pode se transformar numa bola de neve, empurrando para o endividamento. Olha a falta da matemática.

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Faça as contas
Tanto o cheque especial quanto o cartão de crédito são as modalidades mais fáceis de serem acionadas. Basta meter os pés pelas mãos, estourar o orçamento, para se socorrer das duas linhas como complementação de renda. Mas que tal fazer as contas antes de avançar no dinheiro extra? Usar a matemática como aliada para evitar pagar juros altos e cair na inadimplência. Há pessoas que passam o ano penduradas no limite do especial e no rotativo do cartão. Pagam juros exorbitantes e perdem dinheiro.

Outras fontes
Usar a matemática de forma inteligente é buscar outras fontes de empréstimos disponíveis nos bancos e comparar o custo do dinheiro. O crédito pessoal, por exemplo, oferece juros de 114,7% ao ano, um terço do que é cobrado pelo cheque especial e menos da metade do cartão de crédito. Outra modalidade interessante é o empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento, cuja taxa de juros cravou 25,4% ano ano em maio.

Na ponta do lápis
Mas o melhor mesmo é fazer o planejamento financeiro para evitar cair no vermelho. A planilha mensal é a forma de administrar as receitas e monitorar as despesas. Só usar o crédito especial e mais caro nas emergências. Ou seja, nos casos de saúde, acidentes, imprevistos. Se não houver outra opção, use a calculadora, faça as contas, compare as taxas de juros. Afinal, a matemática está presente em nossas vidas desde que acordamos,  quando nos deslocamos para o trabalho, vamos ao supermercado, pagamos a conta no restaurante.

Novas regras
Por falar em cheque especial e cartão de crédito, o Banco Central regulamentou novas regras para evitar que o consumidor role a dívida indefinidamente e caia na inadimplência. Confira o que mudou no cheque especial neste link. Já as mudanças no cartão de credito podem ser vistas neste link.

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