Falta de educação financeira também é explicação para a inadimplência

por Cláudia Santos

https://goo.gl/y5B4cG

A falta de educação financeira do brasileiro pode ser traduzida em números, quando o assunto é inadimplência. Uma pesquisa recente do SPC Brasil e CNDL mostra que a o atraso nos pagamento das contas ainda atinge 60 milhões de consumidores.
O valor médio das dívidas está em torno de R$ 1,5 mil. O que não é pouco. Além disso, o prazo para pagamento estimado pelos devedores é de até um ano e cinco meses. Há muitas explicações para esse cenário: redução da renda, gastos acima do orçamento, empréstimo do nome a terceiros, desemprego.

A falta da educação financeira
São vários os motivos apontados por que tem contas em atraso. Mas existe um em particular que quase ninguém cita e pouca gente fala. Falta educação financeira para a população. Existem iniciativas em escolas e particulares e algumas entidades. O blog Econômicas também contribui com o tema, mas efetivamente falta uma política de inclusão da educação financeira nas escolas e instituições públicas de proteção ao consumidor.

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Tema para entrar no currículo
Assim como português e matemática, que a gente começa a aprender na infância, o comportamento em relação às finanças deveria estar presente na nossa educação desde cedo. Aprender a lidar com o dinheiro de maneira mais racional, saber usar, poupar e investir.
Manter uma reserva financeira para situações difíceis, como ficar desempregado, ou emergências. Ter planos de consumo de curto, médio e longo prazo e tornar-se um consumidor consciente, vale não só para o bolso, mas significa também realização de sonhos e qualidade de vida.

Consumo desenfreado
Um dado curioso da pesquisa Inadimplência e Recuperação de Crédito no Brasil, do SPC/CNDL, é que uma parte dos inadimplentes que ficam com o nome sujo lamentam o fato de não conseguir fazer novas compras parceladas. Ficam impedidos de consumir com pagamentos em longo prazo. Principalmente no cartão de crédito, o “vilão” das finanças, que responde por 53% das dívidas de quem está com o nome negativado. Também reclamam de não poder abrir conta em banco, ter talão de cheque e tirar empréstimos. E se enrolar de novo nas dívidas.

Mudança de hábito
O fato positivo é que 24,3% começaram a mudar de hábitos e economizaram ou arranjaram uma renda extra para quitar as dívidas. Cortaram gastos com lazer –  a maior parcela – ,roupas e calçados, comida fora de casa. Reduziram a ida aos bares, restaurantes e salão de beleza, além da compra de cosméticos e maquiagem.

Consumidor consciente
É um passo, mas é preciso mudar outros comportamentos e  a planejar melhor os gastos, aprender a fazer e planejar o orçamento, comprar à vista, evitar o consumismo, ser mais sustentável, poupar e investir. Mudar a mentalidade e aprender a lidar com questões financeiras para viver bem hoje e no futuro, pode significar uma grande diferença entre viver estressado com o dinheiro ou aprender a usufruir melhor dele.

Saiba mais sobre como se livrar das dívidas aqui
Veja dicas sobre inadimplência no mobi

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