Compartilhe experiências e economize

por Leianne Correia

Joana precisava de uma furadeira para fixar algumas prateleiras da nova casa. Era nova na cidade, não tinha parentes a quem recorrer para um empréstimo do equipamento e mal conhecia os novos colegas de trabalho. Como não iria desembolsar uma média de R$ 300 numa furadeira para um único serviço, não pensou duas vezes ao acessar um aplicativo no celular que possibilitava a troca, empréstimo ou compartilhamento de bens e até serviços.

Nem bem lançou a necessidade, foi prontamente atendida por um ilustre desconhecido que disponibilizou a furadeira. Depois de acertarem os detalhes de onde e quando buscar e devolver, Joana fixou suas prateleiras e não gastou nenhum centavo para isso, contando apenas com a generosidade de um estranho.

Em tempos de consumo consciente, economia solidária, o compartilhamento vem ganhando mais espaço entre os consumidores. A onda tem DNA norte-americano. Exatamente nos Estados Unidos, nação mundial do consumo, o alerta sobre o descontrole nas aquisições, que vinha gerando muito desperdício, acendeu mais fortemente. A economia do compartilhamento começou a engatinhar com o surgimento do e-Bay, um tipo de marketplace onde pode-se vender objetos poucos usados para outras pessoas.

Continua após Publicidade

A ideia foi replicando em vários países e já temos opções verde-amarelo para chamar de nossas. E este tipo de economia vai desde divisão de espaços para abrigar coletivamente escritórios, lojas parceiras.

Até o transporte aderiu à onda. Vide o aluguel de bicicletas e até carros. Sem falar nas caronas solidárias. É possível, através de uma rede de amigos, fazer viagens com custos moderados com o deslocamento, prevalecendo o rateio nos custos com combustível.

Fazer turismo na era da economia compartilhada já é possível. Vide o sucesso que o Airbnb faz entre viajantes. Você aluga um espaço que caiba no seu bolso no local que vai visitar. Livra-se do custo do hotel e ainda pode dividir experiências com os anfitriões.

Claro que a facilidade de conexões de pessoas via internet ajuda a difundir a economia do compartilhamento. Sem falar no acesso às informações de novos conceitos, onde as pessoas estão prezando por menos bens materiais e mais experiências culturais. Com estas opções, o orçamento agradece e o meio ambiente mais ainda. É a velha máxima de que menos é mais. Pratiquemos.

Alguns exemplos de economia compartilhada:

Bike PE
Sistema de compartilhamento de bicicletas via aluguel

Airbnb
“Reserve acomodações únicas e vivencie uma cidade como um morador local.”

Impact HUB Recife
“Aqui no Impact Hub nós cuidamos de você para que você cuide do seu negócio! Esqueça aquele antigo modelo de escritório e explore uma nova experiência de viver e trabalhar em um coworking, que estimula o seu potencial criativo e empreendedor.”

Tem Açúcar?
“Compartilhe coisas com seus vizinhos. Economize, seja sustentável e conheça pessoas incríveis.”

Loja Makossa
Coletivo de lojas que dividem o mesmo espaço

Compartilhar! Facebook LinkedIn Google+ Twitter

Deixe seu comentário O que você achou?

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algum conteúdo impróprio, denuncie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Continua após Publicidade