Como escolher o melhor investimento e pagar menos imposto

por Rosa Falcão

No país onde a carga tributária atinge 35% do PIB (Produto Interno Bruto) é bom ficar de olhos bem abertos antes de escolher o tipo de investimento. Isso porque, cada produto financeiro possui uma forma de tributação. Em geral, os investimentos feitos por pessoas físicas têm a incidência de dois diferentes tributos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda). A taxação varia de um investimento para outro. Sem contar que existem as taxas de administração que podem ser cobradas pelas instituições financeiras.

Investimentos isentos do IR
Além da Caderneta de Poupança, outros investimentos de pessoa física como LCI (Letras de Crédito Imobiliário) LCA (Letras do Crédito do Agronegócio) CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) estão isentos do IR (Imposto de Renda). Isso não quer dizer que estes produtos são os mais vantajosos. É importante colocar na balança a rentabilidade do produto e as taxas de administração, além do IOF, para ver se vale a pena a escolha.

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Como fica a taxação do CDB e dos Fundos
Para os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), os Fundos DI e os Fundos de Curto Prazo, o IR ocorre para os saques com menos de 30 dias de aplicação. Neste caso, a taxação é sobre a rentabilidade e proporcional ao número de dias que o dinheiro fica aplicado. A alíquota do IR é regressiva, ou seja, ela diminui à medida em que aumenta o prazo da aplicação.

Alíquotas do IR variam
As alíquotas do IR variam de acordo com o tempo da aplicação. Por exemplo: o CDB até 180 dias será taxado com a alíquota de 22,5%; de 181 a 360 dias a taxação cai para 20%; de 361 a 720 dias a taxação ficará em 17,5%; e acima de 721 dias o IR descontado será de 15%. A mesma taxação é aplicada para o Fundo DI e para o Fundo de Curto prazo. Em relação ao IOF, a alíquota varia de 96% quando o dinheiro fica apenas 1 dia aplicado e cai para 1% quando a aplicação é de 29 dias.

Como ficam os títulos públicos
Os Títulos Públicos do Tesouro Nacional são taxados de forma decrescente. O IR incide apenas sobre o rendimentos dos papéis. Em até 180 dias a taxação será de 22,5%; de 181 e 360 dias de 20%; de 361 e 720 dias de 17,5%; e após 720 dias a incidência será de 15%. É descontada pela Bovespa, a Taxa de Custódia de 0,3% ao ano pelo serviço de guarda dos títulos. Outro detalhe: a instituição financeira poderá cobrar também a taxa de administração, que é calculada para o período de 1 ano do investimento.

Qual o melhor investimento
Diante desse cenário de alta tributação a pergunta que não quer calar: onde investir e pagar menos impostos? No caso específico do IR, tudo vai depender do volume de recursos que se dispõe e do tempo que o dinheiro ficará investido. Regra geral, quanto mais tempo ficar sem mexer no dinheiro menor será o imposto a pagar. Mas existem outros condicionantes que devem ser avaliados para saber se vale a pena optar por determinado tipo de investimento. Daí a importância de pesquisar o que é melhor para o bolso.

 

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