Celular e consumo de mãos dadas

por Leianne Correia

Foi-se o tempo em que para comprar roupa, livro, smartphone e, até mesmo móveis, era preciso deslocar-se de casa para uma loja. No início dos anos 2000, o e-commerce começou a engatinhar nas ondas verde-amarela da internet, um hábito importado dos Estados Unidos.

Nem bem chegou à maior idade e as vendas virtuais já abocanharam R$ 44 bilhões em movimentação financeira, no ano passado, no segmento do varejo. Um crescimento de 7,4% em relação às cifras registradas em 2015, conforme relatório da e-Bit. Mas uma nova modalidade nas compras pela internet, os aplicativos para dispositivos móveis (celulares e tablets) estão chegando para conquistar esta fatia de vendas.

A nova opção vem reforçando a modalidade do e-commerce. Só para se ter uma ideia, as vendas via tablets e smartphones concentraram 21,5% das transações em 2016, comparado com os 12,5% do ano anterior. E para caírem no gosto do internauta, os apps lançam estratégias que agradam os bolsos dos consumidores, como o frete grátis.

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A gratuidade do frete nas compras online foi praticamente extinta em 2014, quando a crise econômica começou a afetar mais fortemente o consumo das famílias. A maioria dos sites aboliu este mimo. Hoje, as grandes redes – leia-se Magazine Luiza, Americanas.com, Submarino, Ricardo Eletro – dispõem de frete grátis para produtos adquiridos via apps e cobram a entrega dos mesmos itens para as compras feitas no site.

A aposta é na rapidez da compra. O internauta não precisa estar à frente de um computador para realizar os sonhos de consumo. Basta um smartphone com internet e um impulso de última hora para a compra ser feita. Num país onde a quantidade de celular é de 117,20 aparelhos por 100 habitantes, segundo a Anatel, e que pelo menos 58% da população navegam pela internet via smartphone, a fórmula tem tudo para dar certo no e-commerce.

Um filão, de fato, para o comércio eletrônico. Resta ao usuário tirar proveito das vantagens financeiras oferecidas pelos apps, ver se cabe no bolso, ponderar se a compra é necessária, checar a seriedade da empresa que oferece o serviço e ir às compras.

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