Bitcoin: investimento ou roubada?

por Leianne Correia


A queridinha dos investidores mais arrojados atende pelo nome de bitcoin. Para quem ainda não foi apresentado, trata-se da criptomoeda – traduzindo: dinheiro virtual – mais comentada dos últimos tempos. Pudera. No ano passado, a valorização ficou na casa dos 1.700%. Qual investimento rende tanto assim? Os números fizeram os olhos de muitos no mercado financeiro brilharem. Principalmente dos mais afoitos. Já os mais conservadores mantêm o pé atrás. Afinal, é uma furada comprar bitcoin?

O questionamento tem por base o fato de ser uma moeda que não tem um país ou banco central por trás de sua emissão. Sem regras de controle ou monitoramento. Porque, quando um país tem problemas com seu dinheiro, o responsável pela moeda coloca ordem na casa. Mas, se der um problema com a criptomoeda, a quem recorrer?

Quando foi criada em 2009, a bitcoin tinha a intenção de ser uma moeda universal, sem bandeira. De dar liberdade às pessoas para lidar com o próprio dinheiro. A primeira transação comercial com a criptomoeda aconteceu no ano seguinte. Mas começou a galgar o posto de investimento mais rentável em 2015. A partir daí vem chamando a atenção dos investidores. Despertando interesse e desconfiança.

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Aos que têm interesse para comprar uma bitcoin ou fração (já que a moeda virtual está na casa dos R$ 40 mil), será necessário uma corretora, como as que investem em mercado de ações, compra títulos do Tesouro Direto. Basta “dar um Google” que aparece um monte. Mas vá atrás das que são certificadas pela BM&F (Bolsa Mercadorias e Futuros). Daí, é só montar uma carteira e preparar para receber os códigos. Isso mesmo. A bitcoin não é uma moeda física. São códigos que identificam sua criptomoeda.

Depois que você compra, as moedas ficam arquivadas em uma ‘carteira digital’ no seu computador na forma de códigos de 64 caracteres cada. Perder tal código é a mesma coisa que jogar dinheiro fora. E como usa este dinheiro? Você vai precisar de um programa que “rode” o código da moeda. A partir disso, faz-se uma transferência de sua carteira para a carteira de quem receberá o pagamento. Certifique-se que o local para onde vai está correto, porque uma vez que sai da sua carteira é caminho sem volta. Não tem como desfazer.

Mas você quer saber se vale a pena investir? Aí eu lhe respondo com outra pergunta: Você gosta de correr risco? Se sim e tem um dinheiro sobrando, se jogue. Sabendo dos riscos, o dinheiro é seu mesmo. Agora, como o investimento está em alta, você pode garantir um bom rendimento. Mas nem pense em aplicar tudo que tem só nela. A boa e velha máxima do mercado é de não colocar todos os ovos numa cesta. Se cai, não perde todos. Diversifique e a bitcoin pode ser uma opção. Ao menor sinal de estouro da bolha, saída pela esquerda. Não deixe que o efeito-manada, quando todos correm ao primeiro sinal de fumaça, lhe pegue de calça curta.

Agora, saiba que se for enveredar por este caminho, prepare-se para ajustar contas com o leão da Receita Federal. Se for um feliz proprietário de bitcoin ou fração dela, informe na declaração de Imposto de Renda, na parte de bens e direitos. Como não tem um campo específico (pelo menos no IR de 2017), coloque em “outros bens” e dê as informações na descrição, como um investimento qualquer. E se tiver algum ganho na aplicação, já vá preparando a parte do felino.

Quer saber um pouco mais sobre bitcoin? Clique aqui.

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