A nova tendência das cafeterias

por Rosa Falcão

Foi-se o tempo que marcar um café com amigos remetia a bater papo, colocar a conversa em dia ou mesmo se distrair um pouco, antes de retornar ao escritório após a pausa do almoço. Nos dias de hoje, o ambiente das cafeterias não é mais o mesmo. As mesas são invadidas por notebooks, smartphones, agendas, blocos de anotação, canetas e muita conversa. As tomadas são disputadas palmo a palmo. Parece mais um escritório coletivo. Justifica-se. Com o avanço do home office, os profissionais cada vez mais procuram as cafeterias para trabalhar. Uma forma de sair do isolamento de casa, ver gente, circular, buscar ideias novas. E, claro, tomar um bom café.

Empresários adaptam ambientes
A demanda crescente por esses espaços faz com que os empresários do setor procurem adaptar o negócio à nova realidade. São mudanças nas instalações, com maior oferta de tomadas, internet veloz, mesas com mais lugares para grupos, música suave, garçons discretos, cadeiras confortáveis, iluminação direta. Tudo para tornar o ambiente mais adequado ao trabalho. Quantos novos negócios já surgiram de papos em cafeterias? O blog Econômicas, por exemplo, nasceu de reuniões nas cafeterias da cidade. Entre expressos, espumones, capuccinos e muita água mineral, discutimos estratégias, pautas, postagens e tomamos as nossas decisões. Justiça seja feita, sempre fomos muito bem acolhidas.

Reuniões fora do escritório
Como estratégia de negócio, algumas cafeterias do Recife disponibilizam salas de reuniões para pequenos grupos. É cobrada uma taxa fixa de aluguel, que pode ser revertida em consumo. Uma alternativa para marcar encontros fora do escritório, em lugares neutros e acessíveis para todos. Um exemplo é a franquia do Café São Braz, localizada na rua Vicente Meira, no Espinheiro. De olho na tendência do mercado, a cafeteria montou uma sala de reunião com espaço para oito cadeiras, além de equipamentos, TV com HDMI, impressora e serviço de café. É cobrada uma taxa única de R$ 70 por hora, revertida em consumo. Se ultrapassar o valor, o cliente paga a diferença. A reserva deve ser feita com antecedência pelo telefone: 3039-4439.

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Espaços compartilhados
A empresária Tallita Marques, proprietária do Malakoff Café, está antenada à tendência do deslocamento dos escritórios para o ambiente dos cafés. Com duas unidades na cidade – Prado e Paço do Frevo, no Bairro do Recife -, Tallita conta que os espaços foram reformulados para atender bem este novo público. Além de oferecer mesas maiores para reuniões coletivas, existem espaços adaptados para grupos menores de duas e três pessoas. Há também um “cantinho” para quem vai trabalhar individualmente e prefere mais reserva.

Consumo é menor
Diferente do público tradicional das cafeterias, o consumo de quem vai trabalhar é menor. Dependendo do tempo médio de permanência, a pedida são dois cafezinhos e uma água mineral por pessoa. Ao contrário dos frequentadores que vão fazer uma refeição ou um lanche. Na Malakoff, o tíquete médio varia entre R$ 15 e R$ 16 para as pessoas que vão trabalhar e salta para R$ 23 e R$ 24 para público em geral. Mesmo assim, vale a pena investir neste segmento pelo efeito multiplicador. Fica a dica para os empreendedores que pretendem entrar para o ramo de cafés. Afinal, este mercado deverá crescer 7,7% neste ano no país e girar em torno de R$ 21 bilhões. A projeção é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

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