Dinheiro ainda é tabu entre os brasileiros

por Cláudia Santos

Dinheiro ainda é tabu, mas a educação financeira é fundamental para aprender a lidar com ele desde cedo. Crédito: bit.ly/2CEgB7zbit.ly/2CEgB7

Dinheiro nem sempre é fácil de ganhar. Parece mais difícil ainda para a maioria das pessoas falar sobre ele. O tema é tabu nas famílias. Crianças aprendem que dinheiro é sujo. Casais não falam sobre quanto ganham ou gastam. A coisa piora quando está relacionado a dívidas. O problema é que os mitos em torno do assunto atrapalham a vida de todo mundo, já que diariamente precisamos lidar com dinheiro. E a educação financeira faz falta mesmo nesses momentos.

Lições começam cedo – Crianças entram em contato com dinheiro, e consumo, desde cedo. É uma boa hora para introduzir o assunto. Primeiro, mostrando a importância de não gastar todas as moedinhas que ganha, guardando um pouco, num cofrinho, para comprar coisas que queiram adiante. Dá para fazer isso a partir dos 3 anos.

Mesada é um bom caminho -A partir dos sete anos, estabeleça  uma mesada com seu filho. Mostre a  ele como usar o dinheiro da melhor forma. E se manter dentro do valor que ele recebe. Lembre-se de começar o processo de conscientização para que ele aprenda a poupar uma parte para conquistar seus sonhos, de curto, médio e longo prazo.

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Começe sua reserva financeira – Se você é jovem, não tem filhos e já lida com o próprio dinheiro, seja em um estágio ou primeiro emprego, aproveite. Essa é a melhor hora para fazer uma boa poupança e começar a investir. Em geral, as despesas são menores porque muita gente ainda mora na casa dos pais e não tem tanta responsabilidade. Dá para guardar até 30% dos seus ganhos. Pode viabilizar seus planos de fazer uma pós, um intercâmbio, sair de casa, ou, parece distante, pensar em uma renda complementar na aposentadoria.

Casais nem sempre são sinceros
Relacionamento implica em compartilhar. Mas isso não é realidade para a maioria dos brasileiros. Quanto ganham, com o que gastam, se têm ou não reserva financeira, se investem o dinheiro. Para muitos casais, dinheiro é tabu. Não faz parte das conversas, nem em momentos mais íntimos. Tem gente que até diz ter ganhado um presente ou ter sido convidado para um jantar para esconder que fez um gasto. Lei mais aqui

sobre o comportamento entre os parceiros.

Planejamento coletivo – Se você divide o mesmo teto com outras pessoas e dividem as contas ou é a que banca a casa, seja sincero. Junte todo mundo e planeje um orçamento coletivo. Quem pode contribuir, e com quanto, na manutenção da casa. Some tudo. Liste as despesas e veja como estão gastando o dinheiro. Estimule o consumo consciente. Não esqueça de definir metas para usar o dinheiro, como um passeio, uma viagem ou outros objetivos importantes para a família.

Divida os problemas – Ponha os problemas financeiros na mesa. Não adianta tentar esconder da família. É exatamente o contrário. Se as dividas estão consumindo a renda, é bom procurar saídas e todo mundo pode ajudar. Cada um pode apontar formas de economizar, seja reduzindo o tempo no chuveiro ou a torneira aberta, vigilando as luzes acesas sem necessidade, controlando as compras, analisando os gastos no cartão de crédito. Ou até contribuindo com uma nova forma de renda para aliviar as finanças.

Valorize seu dinheiro – Faça seus gastos dentro da sua renda para não acumular dívidas e tornar seu dinheiro mais escasso. Pesquise antes de comprar. Fique atento às facilidades (armadilhas, na verdade) do cartão de crédito, compartilhe, seja adepto da reciclagem e do reaproveitamento, do consumo sustentável.

Orçamento sempre ajuda – Por fim, comece a praticar um orçamento. Relacione receitas e despesas. Entenda como estão seus gastos e reorganize as finanças, se for o caso. Começe a poupar e investir. Desmistifque o tabu em torno do dinheiro. E tenha consciência de que dinheiro pode ser favorável quando bem utilizado, mas pode trazer muita dor de cabeça quando não é usado conscientemente.

Dá uma olhada nesse vídeo do Banco Central sobre como usar o dinheiro

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