Greve dos caminhoneiros deixa lições para o consumidor

por Cláudia Santos

Crédito Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A greve dos caminhoneiros deixa algumas lições para nós enquanto consumidores. Quem tem mais de 30 anos lembra da crise de desabastecimento que levou muitas famílias para a fila do leite, da carne… Memória negativa ou não, boa parte dos brasileiros atropelou a racionalidade na avaliação da crise e o mercado contribuiu imensamente para isso e deixa algumas lições.

Gasolina na reserva
Uma das primeiras constatações é que o consumidor anda com o carro na reserva. Só isso justificaria as filas imensas ainda no primeiro dia da greve. Andar na reserva significa que você pode pagar mais caro se precisar abastecer de emergência, já que não tem combustível suficiente para escolher um posto com preço mais em conta. Na vida normal, dá para ficar atento às promoções, que acontecem de vez em quando, na hora de abastecer.

Preço abusivo
Pelo tamanho da fila em um posto do Recife, muita gente não se importa com preços abusivos. Tanto que estavam pagando R$ 9,99 pelo litro de gasolina, que antes da greve estava em torno dos R$ 4. Foi preciso o Procon acabar com a festa do dono do posto, que descaradamente abusava do consumidor, e fechar o estabelecimento. Mesmo assim, ainda teve quem fosse fazer fila, dois dias depois, à espera da reabertura do local. Também teve quem encarou o botijão do gás, que já custa um absurdo, a R$ 120, quase o dobro do preço. Ainda bem que tem gente disposta a denunciar e boicotar comerciantes desonestos. Se quiser fazer uma queixa online clica no site do Consumidor.gov

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Assumindo o risco
Os donos de postos sabem que é proibido vender combustível em qualquer recipiente, só valem os certificados pelo Inmetro, mas a maioria ignorou as recomendações. E o consumidor levou para seu estoque particular gasolina e álcool até em vasilhame de outros produtos químicos sem se importar com os riscos de manipular produto altamente inflamável.

Gasto maior para abastecer
Faltou fazer contas. Teve gente que rodou um bocado, gastando combustível é claro, para abastecer o carro até em outra cidade. Surpreendeu também consumidor com meio tanque, enfrentando horas na fila, para completar, pagando caro. E ainda havia quem dividisse o valor no cartão, arriscando se endividar.

Sem batata não dá
Adoro batata inglesa e, pelo que vi nesses dias, não pode faltar na mesa do brasileiro. Tanto que havia gente disposta a pagar muito caro no quilo do tubérculo preferido do país. Comprei por R$ 2,19 no mesmo dia em que o preço disparou para R$ 10 em alguns mercados. Mas dá para viver sem batata. Aí entram as substituições sempre bem-vindas quando um produto está caro por conta da entressafra, ou de desabastecimento. Tem que apelar para a criatividade e trocar ou adaptar receitas.

Carro na garagem
Com a crise no abastecimento do combustível vale a pena pensar em como ficar menos dependente do carro. Tem muita coisa que dá para fazer perto de casa, a pé, economizando dinheiro com gasolina e álcool e contribuindo para a saúde pessoal e o meio ambiente. Clica aqui e dá uma olhada nas vantagens em deixar o carro na garagem.

Mudança de comportamento
Outra lição importante da greve é que precisamos compartilhar mais. Carona solidária é uma boa alternativa para economizar no dia a dia. É bom levar em conta, que mesmo com a intervenção do governo, a gasolina continua cara. E racionalizar o uso do carro na família pode fazer a diferença no final do mês ou combinar carona com colegas de trabalho.

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  1. O brasileiro infelizmente reclama tanto de corrupção , mais num evento desse se submeteu a pagar caro por produtos , a se submeter a filas demoradas pra abastecer. E a preguiça de não poder fazer nada a pé, pq sempre tem que está montado Num carro. Por isso nada muda.

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