10 facetas do leão do IR que você desconhecia

por Leianne Correia

Conhecido desde que a gente é criança como rei das selvas, o leão assume outro reinado neste período do ano: o domínio sobre nossa renda. Garoto propaganda da Receita Federal desde os anos 1980, vamos desvendar hoje pelo menos 10 curiosidades sobre este leão, receptor das nossas declarações de Imposto de Renda.

1 – A escolha do leão como representante da Receita levou em consideração cinco características: é um animal nobre, que impõe respeito e demonstra sua força pela simples presença; é o rei dos animais, mas não ataca sem avisar; é justo; é leal; e é manso, mas não é bobo.

2 – Neste ano, o felino quer maior detalhamento dos bens do contribuinte. Está achando ruim ter que colocar o Renavam do carro? Pois saiba que já foi pior. Em 1982, o felino obrigou o contribuinte a listar as peças íntimas do vestuário, quantidade de talheres, pratos, louças, panelas, sapatos, camisas, calças, meias, lâmpadas, móveis, material de cama e mesa, discos, livros, enfim, nada escapou da relação.

3 – O felino já teve sua fase boazinha. Isentava de cobrança do Imposto de Renda quem estava no primeiro emprego no ano da declaração do IR. Claro que a bondade estava mais para marketing positivo, já que raramente os rendimentos do primeiro emprego ultrapassariam o limite de obrigatoriedade de apresentação da declaração de rendimentos que era de 10 contos de réis anuais. Isso foi em 1924.

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4 – Escritores, jornalistas e professores também gozaram da benesse do felino. De 1934 a 1964 os vencimentos destas profissões ficaram imunes às garras do leão.

5 – Entre as deduções em vigor desde a criação do IR, o desconto com os dependentes é o mais antigo. Foi criado em 1926 e existe até hoje. Atualmente, tal desconto é de R$ 2.275,08.

6 – Num surto machista, o leão cantou de galo duas vezes frente às mulheres. A primeira foi em 1932, quando, em caso de separação, apenas o homem poderia deduzir as despesas com dependentes.

7 – A segunda foi em 1942, quando o leão não permitia que mulheres fiscalizassem o Imposto de Renda. A função só podia ser exercida por contadores e o Ministério da Fazenda só contratava em seus quadros homens para o cargo.

8 – Numa fase protecionista com a “família brasileira”, em 1941, criou o que ficou conhecido com “imposto dos solteiros”. Contribuintes solteiros ou viúvos sem filhos, maiores de vinte e cinco anos, eram obrigados a pagar o adicional de 15%, e para os casados, também maiores de vinte e cinco anos, sem filho, a alíquota era de 10%, sobre a importância, a que estiverem obrigados, do mesmo imposto.

9 – Houve uma época em presidente da República, senadores, deputados e ministros pagavam uma alíquota do IR maior. As alíquotas variavam de 8% a 15%. Para eles, a cobrança era de 20%. Isso faz mais de um século, já que era uma lei de 1914. Hoje, a alíquota máxima é de 27,5% para quem ganha acima de R$ 4.664,68 por mês.

10 – Mesmo com o faro apurado para “deslizes” nas informações repassadas pelo contribuinte, o leão, em 1923, tinha dificuldades na fiscalização dos dados. Isso porque o felino era proibido de solicitar livro de contabilidade dos contribuintes, sob a alegação de ser acusado devassar a vida privada do declarante. Outros tempos.

Ainda não baixou ou programa do IR? Aproveita e clica aqui. Boa sorte e acompanhe nossas dicas para a declaração do Imposto de Renda.

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